Alado Indica: FILE 2016

Fala galera

Hoje, gostaria de trazer algo diferente e útil a este blog.

Fui ao FILE 2016, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que está acontecendo no prédio da FIESP na Av Paulista em São Paulo.

File 2016

Esse festival é recomendado a todos os públicos e trás experiencias visuais, táteis e criativas de todos os lugares do mundo. Logo de inicio aviso que se pretende ir ao FILE, vá cedo e com tempo livre, pelo menos umas 3 horas se estiver muito movimentado, pois duas atrações da exposição necessitam esperar em fila.

Eu pensei e repensei em como explicar as exposições, mesmo sendo cada uma com sua peculiaridade, achei melhor separar algumas delas em 3 categorias: Visuais, interativas e imersivas:

  • visuais

As atrações visuais, ou áudio visuais, são apresentadas bem na entrada da exposição, com diversos videos, clipes e animações, alguns bem claros e outros interpretativos.

Outra atração, bem atrás do painel de entrada,chama-se Perspection, uma atração canadense feita por três painéis brancos, que eram preenchidos por projetores, as projeções mudam de tempos em tempos e áudio espacializado. Ao olhar do ângulo correto, é possível ver os painéis como um só, e além disso ele também rende ótimas fotos com sombras, pra quem quiser testar seu olhar de fotógrafo.

 

Uma das atrações é o animatrônico Robinson. Feito numa parceria de Taiwan e Reino Unido esse rosto animado consegue apresentar várias expressões faciais, vale a pena observar.

 

Uma atração que podemos ver, mas infelizmente não podemos testar, é a brasileira ETColor, um jogo onde os jogadores devem procurar uma cor, solicitada por um obelisco de LED, e capturá-la com uma arma, ao carregar a arma com essas cores, o obelisco irá sinalizar. É possível conferir o jogo em um vídeo ao lado dos objetos.

 

Outras duas atrações tupiniquins eram O jogo quase ideal, umas caixas com dados, baseado no texto do filósofo francês Gilles Deleuze, e Video-Boleba, onde duas crianças em vídeo brincam com bolinhas de gude, que são atiradas no mundo real.

IMG-20160813-WA0078 IMG-20160814-WA0067

  • interativas

Do conteúdo interativo devo dizer que existem diversos jogos para testar na exposição, muitos jogos indies (como o conhecido Guacamelee!), pinballs e diversos jogos de tablets.

 

Se há uma obra simples, mas que prende adultos e crianças, é a obra sensorial KALEJDOSKOP, da alemã Karina Smigla-Bobinski, uma tela com líquidos coloridos e iluminados que mudam conforme o toque.

 

Outra obra que estava junto as amostras de animações era Domino, da Austriaca Anna Vasof, trata-se de um conjunto de quadros sequenciais, que foram utilizados por ela para animar um vídeo de um corredor com a câmera se aproximando pela porta conforme os quadros caem, é possível testar as peças no local ou ver um vídeo com o making off.

 IMG-20160814-WA0066

Uma das coisas mais simples e fascinantes que eu vi foi um jogo sobre um urso de pelúcia, onde o controle era um urso de pelúcia, infelizmente não terei o nome do jogo ou dos desenvolvedores, mas achei genial a simplicidade desse jogo, você deve estar se perguntando “como posso jogar com o controle sendo um urso de pelúcia?” e a resposta é simples, o urso irá andar sozinho pela fase, e para ele pular, basta abraçar o urso de pelúcia, quanto mais forte o abraço, maior será seu salto em jogo. É um jogo de fase unica, que dura até 3 minutos, mas com uma gameplay muito divertida.

 

  • imersivas

Não poderia falar das imersivas sem começar pela fantastica TAPE, feita pelo grupo Numen/For Use (Croácia & Austrália). Baseados nos tuneis de formigas e nas teias de aranhas, os artistas criaram tuneis suspensos, feitos com fita adesiva, e você pode entrar nesses tuneis (por sua conta e risco, como diz a primeira regra) e posso afirmar, é uma experiencia sensacional.

   

Há também experiencias de imersão em realidade virtual, feitas com o Oculus Rift, como Daydreamblue, um jogo num ambiente de camping lowpoly, onde seu objetivo é fazer craft; ou o The Night Cafe, ambiente imersivo feito com base nas obras de Vincent van Gogh, é realmente imersivo, inclusive pelo ambiente externo, mais escuro e com luzes fracas que muda sua percepção antes mesmo de por o oculus.

IMG-20160813-WA0073   

Mas essas experiências VR não se comparam ao que Be Boy Be Girl lhe proporciona, feita por Holandeses, você pode escolher ver uma praia virtual no corpo de um homem ou uma mulher (dai o nome), mas não é apenas a visão com o oculus Rift, graças a uma instalação multissensorial é possível ouvir o som  das ondas, sentir o calor do sol, o aroma da maresia e o vento que balança as palmeiras, eles até mesmo te dão uma taça, para que suas sensações sejam o mais próximo possível do que é visto em VR.

 

Infelizmente não é possível falar de todas as obras em exposição na FILE 2016, isso foi apenas um pouco do que realmente é apresentado.

Ficou interessado? então corre, pois a FILE 2016 iniciou em 12/07 e irá terminar em 28/08, funciona todos os dias das 10h as 20h no prédio da FIESP, Av Paulista, 1313 – São Paulo/SP, em frente ao metrô Trianon-Masp. Entrada gratuita.

Já visitou a amostra? Conte nos comentários o que mais gostou e como foi sua experiência.

 

mm

Formado em Administração de Empresas, atualmente cursando pós-graduação em jogos digitais, geek, casual gamer, leitor de livros e graphic novels, entusiasta de novas tecnologias de interação e cultivador de projetos inacabados

mm

Alado (Camargo)

Formado em Administração de Empresas, atualmente cursando pós-graduação em jogos digitais, geek, casual gamer, leitor de livros e graphic novels, entusiasta de novas tecnologias de interação e cultivador de projetos inacabados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *