Eternal Eyes, O jogo tático de PS1 que é pouco lembrado.

Fala Galera, beleza?

Quando se fala sobre RPG Tático no PlayStation 1, o primeiro jogo que todos pensam é em Final Fantasy Tactics, o mais marcante para os jogadores da época. Mas aqui, vamos falar de um RPG tático que não ficou sob os holofotes, saiu 3 anos após FFT, mas ainda assim é um bom jogo: Eternal Eyes, produzido pela SunSoft em 2000

 

O Jogo inicia com uma ótima animação que te apresenta Luke (o protagonista), sua irmã, alguns vilões e os Magical Puppets. Após essa abertura o jogo se inicia com Luke e os outros descobrindo fantoches inanimados, que ganham vida após o uso de algumas jóias, Luke é um Mestre de fantoches, descendente de uma linhagem de mestres (os Eternal Eyes) que está destinado a lutar contra o Mal. Luke e sua irmã cresceram sem os pais, que também eram mestres de fantoches, e com a ameaça de um novo vilão, que deseja invocar a Deusa do Caos e destruir o mundo, Luke inicia uma jornada para deter os vilões e descobrir o que houve com seus pais.

Em jogo, você pode controlar apenas Luke, ao contrário do que a abertura te dá a entender, e os fantoches que ele comanda. Seus amigos estão na história apenas para interação e desenrolar da história. O sistema de batalha é simples, Seu personagem tem um arsenal de armas de longo e curto alcance para ser utilizado em campo e alguns itens, seus fantoches podem utilizar magia, mas são divididos em  dois grupos, melhores em magia e melhores em golpes físicos.

Os fantoches são uma das melhores partes do jogo, lembram um pouco “pokemon” pelo seu design e pela sensação de querer todos. De inicio você tem 2 fantoches e dependendo das Jóias que utiliza neles, diferentes criaturas aparecerão. Com o passar do jogo o uso das jóias irão fazer a criatura aprender magias e até mesmo evoluir se tornando criaturas novas.

O jogo é cheio de pontos negativos, gráfico simples, jogabilidade simples, história fraca, personagens sem carisma, muitos clichês (um exemplo clássico é ter que resgatar a mocinha, no caso a irmã do Luke), mas apesar de tudo isso não é um jogo ruim, é ótimo para quem nunca jogou um RPG tático ou apenas para jogar e se divertir, a evolução dos Magical Puppets é interessante, tem boas ilustrações de transição de história e o jogo conta com dois finais diferentes, sendo o segundo final o verdadeiro.

Quando eu era mais novo, joguei muito esse game e a única coisa que me incomodou nele era o fato de não poder jogar com a irmã do Luke, que parecia ser um personagem essencial na abertura, e o fato dos vilões serem mal desenvolvidos, pois eles são apresentados como o Chefão e seus asseclas, a primeira assecla tem um castelo só pra ela, uma fase que é boa para explorar novos puppets e uma batalha razoável, porém os outros vilões menores não tem o mesmo desenvolvimento, todos são colocados no castelo do vilão maior e lutam na mesma batalha contra você, nada de dividir por andares ou desenvolver uma pequena história, simplesmente estão lá para ter inimigos que não sejam puppets.

Esse é um jogo nostálgico, mas não é aconselhável para quem quer um grande desafio, por ser simples na gameplay e bem clichê em seu roteiro, mas recomendado para quem não costuma jogar RPG Tático e quer iniciar com um game que não exija muito do jogador.

E você, já jogou Eternal Eyes? Ficou interessado em conhecer? Deixe seu comentário

 

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Formado em Administração de Empresas, atualmente cursando pós-graduação em jogos digitais, geek, casual gamer, leitor de livros e graphic novels, entusiasta de novas tecnologias de interação e cultivador de projetos inacabados

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Alado (Camargo)

Formado em Administração de Empresas, atualmente cursando pós-graduação em jogos digitais, geek, casual gamer, leitor de livros e graphic novels, entusiasta de novas tecnologias de interação e cultivador de projetos inacabados

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